O chá é frio e ralo. É o que restou do último sachê da caixa, do resto de água morna do fogo que se apagou sem que ninguém visse.
Mas é o chá que se tem. É o que se bebe nesses dias de miséria. É o que cura a sede infinita desses dias sem fim.
E eu avisto ansiosamente o fim, o dia em que vou descobrir outro fósforo para acender o fogo, o dia em que vou achar outro sachê de chá.
[Porque água é o que não me falta.]
Nenhum comentário:
Postar um comentário