Céu azul. Nem um nuvem sequer. Estou sentada na beira da janela. Mas não é perigoso? É. Mas um amigo me ensinou que quem não arrisca não petisca.
O ar está dum frio sutilmente congelante, mas leve. Não há vento algum.
Se eu tenho medo? Tenho.
Enxergo tudo, mas não vejo nada. São só mais linhas e cores.
Minha mente vaga numa dimensão muito distante e desconhecida. Mas não hei de conhecê-la, não me fará diferença.
Minha música preferida ao fundo. É o único som que chega até mim.
Mas não seria aquela outra, mais romântica? Que te traz aquelas lembranças daqueles tempos? Era. Não é mais. Esta outra me traz lembranças, sim, mas de outros tempos. Novos tempos. Lembranças que um dia existirão.
Não é uma coisa estranha, a sinestesia?
Tarde de domingo. O mundo para. O sol amarelado do inverno atinge a superfície da Terra. Na cidade, a vida e os carros silenciam. O silêncio belo do tédio. [...] Um suspiro.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
tardes de domingo
Eu estive enrolando muito para escrever esse texto, desculpem a demora, mas faltava um pouco de ânimo e insipração. Então, aqui vai.
Tarde de domingo. O mundo para. O sol amarelado do inverno atinge a superfície da Terra. Na cidade, a vida e os carros silenciam. O silêncio belo do tédio. Na fazenda, a vida já monótona entra em verdadeira pausa. O mundo se reúne em azul, roxo, amarelo e rosa salmão.
Um suspiro.
Tardes de domingo são para serem passadas sozinha. Um vestido solto, um chá ou uma limonada, um papel amarelado e uma caneta-tinteiro. Não há som, que não o roçar da caneta no papel e o piar dos passarinhos.
Outro suspiro.
A vida inteira se resume nessa Era de Ouro, nessa utopia.
A luz de inverno me ilumina. Nada importa, nada dói, não existe mais ninguém.
Só a tarde de domingo, e a beleza simples da solidão.
Um suspiro.
Tardes de domingo são para serem passadas sozinha. Um vestido solto, um chá ou uma limonada, um papel amarelado e uma caneta-tinteiro. Não há som, que não o roçar da caneta no papel e o piar dos passarinhos.
Outro suspiro.
A vida inteira se resume nessa Era de Ouro, nessa utopia.
A luz de inverno me ilumina. Nada importa, nada dói, não existe mais ninguém.
Só a tarde de domingo, e a beleza simples da solidão.
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