terça-feira, 23 de agosto de 2011

A grama do vizinho é, sempre, mais verde.

Outro dia me deparei com uma amiga dizendo que, se fosse tão bonita quanto eu, não estaria mais naquela situação (mas essa situação é outra história). Isso me intrigou: eu sou tão bonita assim? Pessoalmente, eu nunca me achei bonita, sempre tive ma aparência normal, dentro da média. Um tempo depois, outra amiga vem me dizer que eu tenho a personalidade dos sonhos: sou extremamente geek e sempre saio com amigos, sou nerd mas tenho uma vida social grande. Novamente, eu discordo: sou só mais um paradoxo de personalidades no mundo e minha vida é ridiculamente sem graça.
Eu, que sempre quis ser como outras pessoas, que nunca aceitei a mim mesma por completo. Eu, que sempre quis ter o corpo daquela, a inteligência dele, a vida social daquelas meninas, os pais que eles têm.
Numa noite qualquer eu olhava para as estrelas de dentro do carro. Eram poucas as que eu podia ver, nada comparado ao céu das cidades do interior que ilumina tudo por si só. Estrelas da cidade, apagadas, difíceis de ver. Pensei: "Como eu queria ter um céu estrelado aqui." E finalmente percebi o que há tempos já sabia: ninguém quer a vida que tem, logo, ninguém tem a vida que quer. Cada um tem sua própria utopia de como tudo deve ser.
Mas o tempo não para, a vida continua, nem todos os desejos viram realidade e a grama do vizinho continua mais verde.


Frase notável: When you remember something, it's because you really like it.

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