quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sinstesia parte II

Céu azul. Nem um nuvem sequer. Estou sentada na beira da janela. Mas não é perigoso? É. Mas um amigo me ensinou que quem não arrisca não petisca.
O ar está dum frio sutilmente congelante, mas leve. Não há vento algum.
Se eu tenho medo? Tenho.
Enxergo tudo, mas não vejo nada. São só mais linhas e cores.
Minha mente vaga numa dimensão muito distante e desconhecida. Mas não hei de conhecê-la, não me fará diferença.
Minha música preferida ao fundo. É o único som que chega até mim.
Mas não seria aquela outra, mais romântica? Que te traz aquelas lembranças daqueles tempos? Era. Não é mais. Esta outra me traz lembranças, sim, mas de outros tempos. Novos tempos. Lembranças que um dia existirão.
Não é uma coisa estranha, a sinestesia?

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